Resiginificação da cultura local:
O contexto atual de desvalorização da cultura tradicional das comunidades ribeirinhas, estimulado pelo advento dos meios de comunicação em massa às comunidades mais bem estruturadas é um sério problema para a preservação da cultura regional e de seu modo de vida. Assim, o projeto aqui descrito visa promover atividades para conscientizar a população da necessidade de re-significar sua cultura, que tem um valor inestimável pela sua diversidade e riqueza.
Algumas iniciativas surgidas nas próprias comunidades servem de exemplo e inspiração para os membros do NAPRA neste projeto. Destaca-se o Projeto Minhas Raízes, iniciado na comunidade de Nazaré, em que 20 crianças foram selecionadas a partir de suas aptidões musicais para comporem um grupo musical que se utiliza de bio-instrumentos construídos com materiais locais. Há uma grande preocupação em desenvolver um trabalho autêntico e que retrate a cultura da comunidade, sendo que todo o cenário da apresentação é construído para retratar sua realidade. Nas apresentações ainda há um espaço de contação de estórias, em que antigas lendas amazônicas são relatadas por um personagem criado.
Apesar de toda a relevância de projetos como o acima citado, eles ainda esbarram na falta de recursos e de oportunidades de divulgação. Portanto, cabe ao NAPRA tanto estimular o surgimento de novas iniciativas, quanto dar suporte e agir como facilitador para a divulgação dos grupos formados, promovendo o intercâmbio cultural e a preservação da cultura local. Dessa maneira, objetivar-se-á diversas apresentações do grupo “Minhas Raízes” por toda a região do baixo Rio Madeira.
Serão abordados nesse tema de projeto, o tópico de valorização das danças populares, com ênfase na “Dança do Boi” e outro tópico referente à história de ocupação do estado de Rondônia, onde serão ressaltados os seguintes assuntos: Primeiro Ciclo da Borracha, Construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré e Segundo Ciclo da Borracha. Em relação à história de ocupação mencionada, paralelamente será destacada a formação de movimentos sociais como o liderado pelo seringueiro e ativista ambiental Chico Mendes.
Projetos esportivos:
Durante os anos de experiência nas comunidades ribeirinhas de atuação do NAPRA, observou-se a elevação do consumo de drogas e o aumento da agressividade das crianças e adolescentes. Tal projeto visa reverter as dificuldades citadas por meio da promoção da saúde, do acesso as atividades recreativas e de lazer, da inclusão social proporcionada pelo esporte e da preparação dos jovens para o mundo competitivo demonstrando a necessidade de cooperação.
Os métodos de jogos cooperativos serão utilizados com a finalidade de promover um maior espírito de grupo e senso comum entre os ribeirinhos desde a infância, de maneira que os resultados observados a longo prazo.
A vivência e o conhecimento de modalidades esportivas e atividade s motoras são capazes de possibilitar um amplo acesso aos bens culturais, a uma melhor qualidade de vida além de ampliar o repertório motor.
Nesta perspectiva, serão elaborados jogos ribeirinhos com atividades vinculadas a preservação, conservação e a re-significação da cultura local, tais como: subida ao açaizeiro, corrida de canoa de São Carlos do Jamari até Terra Caída, corrida de São Carlos do Jamari até Cuinã, Gincana em busca de sementes e frutos nativos, competição de embarque e desembarque de melancias, trilhas correndo na mata seguida de corrida de bicicleta e canoagem.