Em julho de 2005, o NAPRA realizou um trabalho pioneiro na região Amazônica ao gerar 60 eletrocardiogramas em pacientes hipertensos na comunidade de São Carlos do Jamari, utilizando equipamento portátil transtelefônico cedido pela empresa ITMS e em parceria com a empresa GoDoctor. Este foi o primeiro trabalho em telemedicina nas comunidades do baixo Rio Madeira, no estado de Rondônia. O sucesso e a viabilidade deste projeto inspiraram o NAPRA a propor um modelo mais amplo para a atuação de 2006, que incluiu interações de voz e imagem entre ribeirinhos de Rondônia e médicos e centros de saúde de outras regiões.
Assim, foi implantado um sistema via satélite, por meio de uma antena conectada a um microcomputador no posto de saúde da comunidade de Santa Catarina. A região alvo foi preterida devido às condições adversas e à baixa ou nenhuma complexidade em saúde. Pelo sistema foi possível a troca simultânea de imagem e áudio por meio de internet - banda larga com centros médicos avançados dos estados de São Paulo e Amazonas. O estudo possibilitou a implementação da telemedicina em uma área isolada e identificou as barreiras para a construção de pólos de telesaúde na região. Também foi traçado um método para a construção de um sistema em grande escala.
Nesse contexto, contribuiu-se significativamente para a melhoria dos atendimentos e ações preventivas em saúde. Destacam-se as seguintes atividades:
- Tele-consultas em tempo real com médicos especialistas remotos;
- Tele-educação, com aplicação de palestras de profissionais remotos para as comunidades;
- Tele-exames.
O projeto tem perspectivas de continuidade e ampliação para os próximos anos, sendo que a equipe do NAPRA e seus parceiros continuarão trabalhando para encurtar a distâncias entre a Amazônia e os grandes centros médicos e educacionais do Brasil e até mesmo do mundo, sempre focando na melhoria da qualidade de vida da população ribeirinha e na preservação do maior patrimônio natural do país.